sábado, 24 de abril de 2010

Filosofia ^^



Um Pouco do que Sócrates pensava sobre o amor


Sócrates.. introduz então um mito que diz ter ouvido da sacerdotisa Diotima de Mantinéia: quando nasceu Afrodite, os deuses banqueteavam no Olimpo; mas haviam se esquecido de convidar Penúria, deusa da pobreza, que, após a festa, miserável e faminta, veio à caça dos restos enquanto todos dormiam. Nisso encontrou Poros, deus dos recursos, embriagado e prostrado no jardim dos deuses. Deitou-se com ele, e concebeu Eros. "Eis porque o Amor se tornou amante do belo e servo de Afrodite, pois foi gerado em seu dia natalício", explica Sócrates. Assim como sua mãe, o amor vive faminto e sedento, deseja preencher-se; como o pai, encontra sempre expediente para alcançar o que deseja.
O mito revela uma grande lição: amar é desejar o que nos completa, é a possibilidade de preenchimento pleno, uma busca pela perfeição. O amor se vale de todos os recursos para aplacar a dor da falta, e procura pela forma pura e perfeita. Amar é desejar o belo em sua essência, para além do mundo das ilusões. Mas onde se encontra a beleza no mundo das formas corpóreas? O que de fato amamos quando amamos as coisas belas? São perguntas que decorrem do discurso socrático. Ora, nos corpos físicos, a união do amor gera a imortalidade dos pais nos rostos de seus filhos, e nas almas belas o amor floresce em pensamentos e atitudes com sua beleza compatíveis.

Somos capazes de aprender que a beleza da alma é muito mais valiosa do que a beleza física